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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quantos antes de mim?


"O casal começa a namorar, a intimidade aumenta a cada dia, até que um dos dois resolve fazer aquela pergunta infalível, assim, como quem não quer nada: amor, com quantas pessoas você já transou?

É fria. Não responda. Diga que acaba de se lembrar do velório do hamster do vizinho, diga que estão esperando você para organizar a festa de formatura da sua turma, suma e só apareça no dia seguinte. Ou então diga que sofre de amnésia. Amnésia sim, não contei pra você? Não lembro nem o que eu comi ontem...? (e muito menos quem).

A verdade é honrosa, mas nem sempre é necessária. A troco de quê querem saber com quantas pessoas você transou? Ninguém nunca pergunta quantas doações você já fez para entidades assistenciais, não perguntam sobre quantas bicicletas você teve na infância. Por que esse papo agora? Você não vai corresponder às expectativas mesmo.

Se você é homem, solteiro e está na casa dos 30 anos, certamente ela não espera que você seja um monge. Caso você seja, talvez seja boa idéia aumentar um pouquinho seu recorde, para aparentar ser mais desejável. Já se você for um don juan com muita quilometragem, reduza. E se você não tem a menor idéia de com quantas pessoas transou, invente um número de 10 a 20. Não: de 20 a 30. Ah, sei lá, eu disse que era melhor fugir.

Se você é mulher, a complicação é ainda maior. Por mais moderno que seu namorado seja, no fundo, no fundo, ele espera, sim, que você seja uma santa. Não tolera a idéia de ser comparado com os antecessores. Se você disser a verdade, ele vai dizer: Ah, 26? Ótimo, adoro mulheres experientes e sairá da sua casa direto pro bar, em busca de um coma alcóolico. Se você disser que foi só um - e pode muito bem ser verdade - ele vai pensar que você está de gozação, que foram mais de 300. Pesquisas revelam que a maioria das mulheres responde que foram 9. Se é verdade ou não, ninguém sabe, mas a maioria responde 9. Melhor não entrar na casa dos dois dígitos.

A verdade é que ninguém ficará satisfeito com a resposta. Portanto, não pergunte, não responda. Diga que antes de conhecê-la(o) você não viveu e sugira logo uma meia muzzarela, meia calabresa pra encerrar o assunto."


Martha Medeiros

domingo, 6 de fevereiro de 2011




"Eu me conheço bem, mas sei que posso me surpreender comigo mesmo, a qualquer minuto"

Martha Medeiros



sábado, 5 de fevereiro de 2011

Feliz por Nada

"Feliz por nada mesmo? [...] Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento pra aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo. "
Martha Medeiros